Comentário: Alto funcionário da Casa Branca está confundindo os EUA

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Em resposta à escalada unilateral norte-americana dos atritos comerciais com a China, o país asiático anunciou ontem (3) sua decisão de aumento de tarifas contra mercadorias dos EUA. O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, emitiu seu comentário aos veículos de imprensa. Ele alertou para que a China não subestime a possiblidade do cumprimento de promessas pelo presidente Donald Trump. Também alegou que os EUA vão estabelecer uma aliança para pressionar a China.

Kudlow afirmou que os EUA e a União Europeia estão procurando meios para ratificar um acordo comercial. O país também prevê a chegada de consensos com o México. Para o economista, os EUA vão formar, em pouco tempo, uma aliança para realizar pressão à China por suas “ações comerciais injustas”. O grupo seria formado pela União Europeia, México, Japão e Austrália. Uma vez que as negociações sobre o livre comércio da América do Norte sejam bem-sucedidas, o Canadá também pode se integrar à aliança.

Devemos dizer que Kudlow mantém alguma desilusão sobre a aliança de pressão à China. A julgar pelo tempo, as negociações comerciais são tão complexas que sempre duram muitos anos. Para o economista norte-americano, porém, elas podem ser concluídas dentro de semanas.

Primeiro, vamos analisar as negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia. Conforme o jornal britânico Financial Times, os dois lados enfrentam um grande problema, que é a agricultura. Nos últimos anos, a UE tem recusado os produtos agrícolas norte-americanos. Até o momento, ainda não se vê nenhuma vontade ou medida europeia para atender à demanda norte-americana. E, por isso, eles estão longe de concretizar o modelo de “zero tarifa, zero barreira comercial e zero subsídio”.

Segundo, a aliança, no pensamento de Kuldow também inclui Japão, México, Austrália e Canadá, mas nenhum deles demonstrou interesse de fazer aliança com os EUA para pressionar a China. O México vem reforçando o comércio com a China para diminuir a sua dependência dos EUA.

O Canadá ainda não se incorporou às negociações sobre a Área do Livre Comércio da América do Norte, iniciada pelos EUA e México. Já para o Japão e a Austrália, a China é o maior destino de exportação dos dois países. Por isso, eles também não têm razão para participar da aliança com os EUA, arcando com prejuízos aos seus próprios interesses comerciais.

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