Comentário: criar uma comunidade de destino compartilhado China-África mais estreita

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No discurso proferido na cerimônia de abertura da Cúpula de Beijing do Fórum de Cooperação China-África realizada hoje à tarde, o presidente chinês, Xi Jinping, anunciou as ações em oito áreas nas cooperações com os países africanos nos próximos três anos. Estre elas estão o desenvolvimento industrial, interconexão de instalações, facilitação de comércio, desenvolvimento verde, construção de capacidade produtiva, saúde, intercâmbios humanos, paz e segurança.

A China e a África sempre foram uma comunidade de destino compartilhado. Eis a definição feita por Xi Jinping sobre a relação chinesa com o continente, quando ele o visitou há cinco anos. A ideia vem dos sofrimentos semelhantes da história, das missões semelhantes pela frente e dos interesses estratégicos comuns. Desde que o Fórum de Cooperação China-África foi criado em 2000, o volume comercial entre a China e os países africanos cresceu em 17 vezes e o investimento chinês no continente teve uma alta de mais de 100 vezes. A cooperação de benefício recíproco e o desenvolvimento comum são as palavras que marcam o relacionamento sino-africano do século 21.

Atualmente, a China está aprofundando a reforma e a abertura, enquanto a África está se esforçando rumo à industrialização, multipolarização industrial e integração. Por outro lado, o mundo de hoje está atravessando uma grande mudança e reajuste, com o surgimento do protecionismo e do unilateralismo, o que traz instabilidade e incerteza para o desenvolvimento mundial. Nesse contexto, a China, sendo o maior país em desenvolvimento, e a África, como o continente onde se concentram o maior número de países em via de desenvolvimento, possuem forte vontade e a necessidade de reforçar a cooperação bilateral e salvaguardar em conjunto o sistema de livre comércio e multilateralismo.

No discurso, Xi Jinping deixou claros os cinco princípios que a China obedece ao desenvolver a cooperação com os africanos. Primeiro, a China não interfere na escolha do caminho de desenvolvimento correspondente à situação própria dos países africanos. Segundo, a China não interfere nos assuntos internos dos países africanos. Terceiro, o país asiático não vai impor à força suas ideias sobre os outros. Quarto, a China não adiciona qualquer condição política na assistência à África. Quinto, não se pode buscar o interesse político nos investimentos ou financiamentos na África.

Para concretizar a meta de criar uma comunidade de destino compartilhado China-África mais estreita, caracterizada por responsabilidade comum, cooperação de ganho mútuo, felicidade e prosperidade cultural compartilhadas por todos, salvaguardando em conjunto a segurança e coexistência harmoniosas, Xi Jinping apresentou ações em oito áreas. Também prometeu um apoio financeiro no valor de US$ 60 bilhões, por meio de assistências governamentais e financiamento das instituições financeiras e empresas.

A decisão é considerada um plano atualizado com base dos dez grandes projetos de cooperação anunciados em 2015, quando da Cúpula de Joanesburgo. O programa prioriza a elevação do bem-estar das populações chinesa e africana, visa reforçar a capacidade de desenvolvimento próprio dos países africanos e ressalta a interligação das estratégias da China e dos países africanos.

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