Comentário: três ferrovias justificam a amizade entre China e África

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Nos anos 1960, a Tanzânia e a Zâmbia, duas nações africanas que conseguiram a independência, planejavam construir uma linha ferroviária que interligava os dois países. Pediram ajuda a países europeus e ao Banco Mundial, que se recusaram, no entanto, a dar o apoio. Em fevereiro de 1965, o então presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, visitou a China e mencionou a ideia à liderança chinesa, que deu uma resposta positiva. A linha ferroviária, com uma extensão de 1860 quilômetros, entrou em funcionamento em julho de 1976. Mais de 60 trabalhadores chineses perderam a vida durante a construção. A ferrovia Tanzânia-Zâmbia é um símbolo do apoio chinês à busca da libertação e da independência pelos países africanos.

Passados 40 anos, a China ajudou a construir mais uma linha ferroviária transnacional no continente africano. A ferrovia eletrificada, que conecta Addis Abeba, capital da Etiópia, e Djibouti, capital da República do Djibouti, foi construída segundo os critérios chineses, empregando equipamentos da China. Esta linha é considerada como “mais uma ferrovia Tanzânia-Zâmbia na nova época”.

Em maio de 2017, entrou em funcionamento a ferrovia Mombasa-Nairóbi, também construída por empresas chinesas. Com uma velocidade de 120 quilômetros por hora para o transporte de passageiros, a linha é considerada como o “trem bala africano”. O projeto criou, até o momento, mais de 46 mil postos de trabalho, respondendo por 1,5% do crescimento do PIB do Quênia.

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