Como a China é observada pelo mundo

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A Sessão Especial do Fórum de Desenvolvimento da China foi realizada ontem (16) em Beijing. Cerca de 800 convidados chineses e estrangeiros, das áreas empresarial e acadêmica, bem como representantes governamentais, fizeram sugestões para a reforma e abertura da China na nova era. O professor da Universidade Johns Hopkins e representante-chefe do Banco Mundial na China, Pieter Bottlier, disse: “Não trabalho na China há mais de 20 anos. Minha visão da China é à distância, como se estivesse a uma altura de 10 mil metros, fornecendo uma perspectiva internacional”. Com o protecionismo comercial em ascensão e uma tendência anti-globalização no cenário internacional, uma perspectiva como essa é necessária.

Olhando para a China à distância, o que a China e o mundo vêem?

Acima de tudo, vê-se conquistas e autoconfiança. Nos últimos 40 anos, a China se integrou ao mundo e alcançou resultados notáveis. O ex-presidente do Banco Mundial, Robert Bruce Zoellick, que participou do seminário, disse admirar os esforços do povo chinês e sua determinação no alívio da pobreza.

Nos últimos 40 anos, a reforma e abertura livrou mais de 700 milhões de chineses da pobreza absoluta. Esse número representa mais de 70% da população total do mundo a se livrar da pobreza no mesmo período. Em 2017, o PIB per capita da China foi de cerca de US$ 9 mil, enquanto a expectativa de vida aumentou de 67, 8 anos, em 1981, para 76,7 anos.

A maior diferença entre a China e o mundo ainda é o baixo nível de desenvolvimento: o PIB per capita da China ocupa apenas o 70º lugar entre os mais de 190 países e regiões do mundo. No final do ano passado, mais de 30 milhões de cidadãos ainda precisavam se livrar da pobreza. Portanto, a China precisa planejar sua trajetória de desenvolvimento socioeconômico de alta qualidade no futuro.

Zoellick acredita que a reforma e abertura da China enfrentará três desafios em seu próximo passo, entre eles como alcançar um crescimento sustentável e inclusivo, e como ver o impacto da China sobre o mundo. Ele mencionou especificamente a taxa de contribuição das empresas privadas para o desenvolvimento econômico da China nos últimos anos. No passado, a taxa de contribuição da economia privada para o crescimento econômico da China ultrapassou 70%. Até o final de 2017, o número de empresas privadas na China havia ultrapassado 27 milhões, e a economia privada representou mais de 60% do PIB da China. O governo precisa introduzir novas reformas para aumentar a qualidade de seu desenvolvimento.

Por último, o ganho mútuo é a força motriz para o desenvolvimento futuro comum da China e do mundo. A China tem contribuído com 30% do crescimento econômico global por anos consecutivos. Como o maior exportador mundial e o segundo maior importador, a China compartilha com outros países os frutos e oportunidades de seu próprio desenvolvimento econômico. O presidente e CEO da BMW na China, Jochen Goller, disse que o país é um mercado em ascensão essencial para as montadoras globais, incluindo o grupo BMW.

O ex-economista-chefe do Banco Mundial, Justin Yifu Lin, acredita que a China precisa assumir mais responsabilidades quanto ao sistema de desenvolvimento global e ajudar outros países em desenvolvimento a alcançar o crescimento e sair da pobreza, através de uma política de benefício mútuo. Segundo Justin Yifu Lin, a China criará 85 milhões de cargos para os outros países em desenvolvimento no processo de transformação econômica, o que melhorará a indústria manufatureira desses países.

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