Ex-vice-presidente do NBD acha que o banco mostra vigor no mecanismo do BRICS

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Será realizado o 10º Encontro dos Líderes do BRICS, em Joanesburgo, maior cidade na África do Sul. O mecanismo que já passou pela uma primeira “década dourada” atraiu grande atenção do povo. Na véspera da Cúpula, Paulo Nogueira Batista, que foi vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) do BRICS, concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Internacional da China. Como testemunha da primeira “década dourada” do BRICS, o executivo deu sua opinião sobre o bloco e a instituição.

Os líderes dos cinco países do BRICS, representantes de economia emergente, vão se reunir para deliberar o plano do desenvolvimento da próxima década. Quanto ao mecanismo, Nogueira enalteceu e ponderou que o contato entre os cinco países obteve avanços e oferece uma possibilidade para a realização de cooperações profundas dentro do BRICS.

“O BRICS é um mecanismo de cooperação que tem dez anos. Uma década que foi chamada pelo presidente da China, Xi Jinping, de uma ‘década dourada’. E ao longo desses anos, os países foram se aproximando mais e foram percebendo a necessidade de aprofundar a cooperação.”

O Novo Banco de Desenvolvimento foi fundado sob este contexto. Nogueira afirmou que o banco suplementou o atual sistema financeiro monetário, liderado pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, refletindo o novo peso da economia mundial.

“Por um lado, o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS é criado para cooperar com o Banco Mundial e com outras instituições existentes. Por outro, ele quer inovar, quer tratar os problemas do desenvolvimento de uma maneira mais condizente com as prioridades dos países em desenvolvimento, daí o nome Novo Banco de Desenvolvimento.”

Segundo o executivo, embora o NBD ainda esteja na fase inicial, ainda há muitos pontos para aprimorar e implementar. O plano é audacioso, demonstrando a vitalidade do mecanismo do BRICS.

“É um projeto ambicioso que tende a criar, em Shanghai, um banco com um potencial de financiamento de desenvolvimento que poucos bancos multilaterais existentes têm. Então esses países têm força suficiente para criarem seus próprios mecanismos e o fizeram, criando o Novo Banco de Desenvolvimento, criando um fundo monetário chamado Arranjo Contingente de Reserva. Isso mostra o vigor e o potencial dessa cooperação.”

Nogueira também indicou alguns problemas existentes dentro do mecanismo. Segundo ele, apenas quando as questões forem tratadas bem, o mecanismo vai desenvolver seu potencial de maximização. Ele comentou sobre as contribuições da China para o NBD, com sede em Shanghai.

“A China tem sido central, ela é o maior país do BRICS em termos econômicos e populacionais, tem um peso muito significativo e ela tem sido fundamental para o avanço do BRICS. A China tem sido importante, por exemplo, para o Banco que o BRICS criou.”

Nogueira está cheio de confiança quando fala da próxima década do BRICS. Na medida em que aumenta o poderio nacional, os países em desenvolvimento vão participar da gestão dos assuntos internacionais numa postura mais positiva.

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