Governo do RJ espera desmobilizar hospitais de campanha até 12 de agosto

Secretário estadual de Saúde do Rio, Alex Bousquet — Foto: Reprodução/TV Globo

 

O governo do Rio espera desmobilizar todos os hospitais de campanha até o próximo dia 12, caso não haja nenhum impedimento legal. O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Saúde, Alex Bousquet, nesta quarta-feira (29).

Atualmente, há uma decisão judicial que impede o fechamento das unidades. O secretário disse que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) está avaliando como contornar a situação, considerando a queda do número de casos.

“Nossa argumentação será técnica. Nós tivemos um pico nas duas primeiras semanas de maio e, de lá para cá, nós temos uma curva descendente que já se mostrou confiável. (…) Vencidas as barreiras judiciais, nós temos uma programação de desmobilização dos hospitais. A pandemia está em processo de conhecimento. De acordo com a epidemia, continuaremos reavaliando o cenário no estado”, declarou.

Ele afirma que o pico de Covid-19 no estado ocorreu na primeira quinzena de maio e que há uma “queda sustentada” até hoje, desacreditando num possível novo aumento.

“Nós acreditamos fortemente que não haverá uma segunda onda, mas uma primeira onda que não aconteceu, onde pacientes continuam sendo notificados. Na Região Metropolitana I e na Região Metropolitana II, onde vivemos essa primeira onda com muita intensidade, não haverá uma segunda onda”.

O cronograma apresentado por Bousquet prevê, caso a decisão seja revertida, o fechamento das unidades de Caxias, Nova Iguaçu e Friburgo no dia 5. Os do Maracanã e São Gonçalo seriam fechados até o dia 12. Os equipamentos seriam reaproveitados.

“A desmobilização dos hospitais de campanha vai fazer com que distribuamos esse material — que é nosso, não é da Organização Social responsável pelo contrato — nos hospitais da nossa rede própria e nos municípios. Fortalecemos os municípios no combate à pandemia. É um legado que vamos deixar. Não teremos mais a lona visível, mas teremos um reforço na saúde dos municípios”, afirma o secretário.

Atrasos de pagamentos

O secretário afirmou que assumiu a pasta no dia 22 com oito dos 40 contratos vencidos e que, atualmente, 38 estão pagos. Bousquet disse que estuda realizar depósitos judiciais para que os trabalhadores recebam independentemente das OSs.

“A causa não nos é indiferente. Estamos buscando a solução mais rápida. Não gostaríamos de depositar nas contas das OSs”, disse.

Fonte: g1.globo.com

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