Por que investidores estrangeiros têm confiança no mercado chinês?

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A Câmara de Comércio China-EUA publicou em fevereiro deste ano, um mês antes da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, o Relatório de Pesquisa sobre o Ambiente Comercial da China 2018. O documento mostra que, em 2017, 73% das empresas norte-americanas obtiveram lucros na China, e 74% das empresas pesquisadas querem aumentar investimentos no parceiro asiático.

Além disso, 46% das empresas pesquisadas avaliam que nos próximos três anos a China vai elevar o nível de abertura de seu mercado para os investimentos estrangeiros, enquanto 62% consideram que a transparência e a comunicação do governo chinês melhoraram muito nos últimos cinco anos, sobretudo na elaboração de políticas.

Outro agrupamento de números demonstra que investidores estrangeiros têm plena confiança no mercado chinês. O Ministério do Comércio da China revelou que no primeiro semestre deste ano, 29.591 novas empresas de capital estrangeiro foram criadas na China, um aumento de 96,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. A China utilizou nos primeiros seis meses do ano corrente US$ 68,32 bilhões de capital estrangeiro, um incremento 4,1% sobre o mesmo período de 2017.

Sob o contexto da guerra comercial com os EUA, os investidores estrangeiros não diminuíram a confiança no mercado chinês em decorrência de cinco razões.

Primeiramente, a produção e o consumo da China crescem simultaneamente. Segundo previsões, até 2030, a classe média no planeta vai atingir uma população de 4,9 bilhões, entre os quais, uma grande parte será formada por chineses. A China vai contribuir para o crescimento da economia mundial nas condições de produtor e também de consumidor.

A segunda razão consiste na vantagem de abrigar todas as cadeias industriais, que possibilitam fornecer suporte completo para a produção das empresas de capitais estrangeiros. A manufatura não pode ser desenvolvida com base zero. As vantagens da China incluem setores industriais completos, forte capacidade de produção de grande envergadura, infraestrutura, mãos-de-obra e logística, entre outras.

Terceira razão: a grande capacidade de produção da China é uma complementaridade das inovações dos países desenvolvidos. Empresas estrangeiras detêm forte capacidade de inovação. Enquanto isso, a grande capacidade de produção e o grande mercado da China ajudam a converter as inovações em produtos.

Quarta, a recuperação da economia global oferece um ambiente externo favorável para que a China atraia mais investimentos estrangeiros. No ano passado, o PIB mundial cresceu 3,8% e o Fundo Monetário Internacional prevê que neste ano, esta cifra poderá chegar a 3,9%.

Por fim, a quinta razão: a China continua a ampliar a abertura. No dia 28 de julho, o país publicou as novas medidas de administração sobre a entrada de investimentos estrangeiros. As restrições para capital estrangeiro foram reduzidas de 63, em 2017, para 48. O país se tornou mais aberto nos setores bancário e automobilístico, por exemplo.

Portanto, desde que a economia chinesa opere de forma estável, a atração do mercado chinês aos investidores estrangeiros não diminuirá, mesmo com a guerra comercial com os Estados Unidos.

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