Comentário: China sempre foi uma força ativa para garantir segurança alimentar mundial

O governo chinês divulgou nesta segunda-feira (14) o Livro Branco sobre a Segurança Alimentar da China. O documento apresenta a estratégia do país neste setor e as contribuições chinesas para a garantia da segurança alimentícia mundial.

O alimento é a condição fundamental da existência e desenvolvimento da humanidade e a segurança alimentícia é a base da segurança nacional. Em 1995, o livro publicado pelo escritor norte-americano, Lester Brown, Quem Vai Alimentar a China? (Who will feed China?) previu que a China enfrentaria uma escassez de oferta de alimentos em 2030, o que ocasionaria em uma ameaça severa da segurança alimentícia mundial.

O Livro Branco repudiou com fatos evidentes que os 1,4 bilhão de chineses não apresentam ameaças à segurança alimentícia mundial, em vez disso, criaram o milagre de alimentar a maior população mundial com condições muito limitadas.

Graças aos esforços árduos e constantes nos últimos 70 anos, a China conseguiu garantir sua oferta de alimentos em uma base agrícola muito fraca e com uma população em carência grave. Conforme o Livro Branco, a produção de cereais da China representa cerca de um quarto do total mundial. A posse per capita de alimentos da China supera o nível médio do mundo. Em 2018, a proporção de autossuficiência de grãos do país ultrapassou 95%.

Esses grandes êxitos atribuem-se à estratégia do país de independência na oferta, garantia de produtividade, importação em escala apropriada e suporte com tecnologias. Entre essas medidas, o estabelecimento integral de um sistema de inovação científica e tecnológica foi fundamental. No ano passado, a contribuição de progressos científicos e tecnológicos para o setor agrícola foi de 58,3%. O nível foi 42,8 pontos percentuais mais alto do que em 1996.

Além de promover o próprio desenvolvimento para o setor alimentício, a China vem reforçando a cooperação internacional para dar suas contribuições ao mundo.

O mercado alimentar da China torna-se cada dia mais aberto. O investimento estrangeiro no mercado chinês vem sendo ampliado e aprofundado. O país já aboliu as medidas não tarifárias dos produtos agrícolas concernentes e os impostos para a importação de trigo, milho e arroz foram reduzidos significativamente. A China também não poupou em compartilhar suas experiências e recursos com os países em desenvolvimento.

Para resolver a questão da fome estipulada na agenda de desenvolvimento sustentável da ONU, a China propôs a elevação da capacidade de produção de cereais, o reforço de administração de resposta a emergências, a criação de um sistema de circulação alimentar moderna e a garantia da segurança alimentar mundial.

Tradução: Paula Chen

Revisão: Erasto Santos Cruz

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