Mandetta diz que Rio deve ter cuidado especial com coronavírus e cita ‘fragilidades’ da cidade

Reprodução/TV Globo

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demonstrou, nesta quinta-feira (12), preocupação com a propagação do novo coronavírus no estado do Rio de Janeiro, em especial na capital fluminense.

“O Rio tem que se preparar. A gente sabe as fragilidades do Rio”, disse o ministro.

Até a manhã desta quinta, o estado tinha 15 casos confirmados do novo coronavírus, sendo 13 na capital fluminense. Dois casos, anunciados nesta manhã, são os primeiros de transmissão local do vírus, ou seja, de pessoas que não viajaram ao exterior.

Mandetta disse que o perfil urbano dos cariocas é preocupante.

“(…) Aqui [no Rio] você tem uma cidade muito estreita. Você tem o mar aqui, montanha aqui. A proximidade das pessoas no Rio de Janeiro é quase que constante o dia inteiro. Transporte público lotado, metrô funcionando, ônibus funcionando, cidade funcionando.”

Mandetta está no Rio em compromissos oficiais. Ele falou com a imprensa após se reunir com o prefeito Marcelo Crivella para acompanhar no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão) a chegada dos seis primeiros tomógrafos adquiridos pela prefeitura.

“Nós somos um continente. Nós não somos um país pequenininho, como a Itália. Nós temos que pensar como a China, como os Estados Unidos. Lá é por estados. Aqui no Brasil também. As coisas podem não acontecer em paralelo. Eu não posso falar ‘O Brasil’. Eu não sei a situação do Acre, do Amapá, do Rio Grande do Sul. Lá faz frio, lá o inverno é mais severo, aqui é menos severo”, disse o ministro.

E completou: “Pode chegar uma hora de medidas de ‘vamos segurar’ para não ter essa espiral de casos. ‘Olha, a espiral está muito alta, vamos segurar’”, comentou o ministro durante agenda oficial no Rio.

Rio tem 150 leitos para casos graves

A secretária Municipal de Saúde, Ana Beatriz Busch, participou da agenda nesta manhã no Galeão e disse que o município já conta com 150 leitos para os quadros graves de coronavírus.

“Ha 150 leitos destinados a quadros respiratórios graves. Serão abertos a medida que for necessário.”

Disse também que o município está preparado em caso de necessidade de ampliar o atendimento à população.

“Temos, no nosso Plano de Contingência, a possibilidade de dedicar uma unidade exclusivamente a este atendimento. Se for necessário, estamos separando um de nossos hospitais para atendimento exclusivo. Esse hospital seria o Hospital de Acari”, citou.

Fonte: g1.globo.com

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